Crítica da Oktoberfest: análise de uma mente com lembranças


Oktoberfest: Uma festa alemã, com muitas pessoas vestidas a caráter, bebendo muito chope, e sem opções de comidas típicas. Um grande pavilhão, um mar de gente, em um calor desgraçado. Muita gente bêbada, muita sujeira, um ar difícil de respirar. Todos falavam das maravilhosas mulheres que frequentam esse local. Eu confesso que não vi. Havia muitas mulheres “feias”, muitas mesmo. Maquiadas também tinham muuuuitas. Mas lindas e maravilhosas eram pouquíssimas. Não que eu seja bonito, muito pelo contrário. Afinal, a verdadeira beleza é interior. E lá não se vê nem uma nem outra.

Talvez cria-se uma fama muito grande, pois não existe mulher feia, o homem é que bebeu pouco. E por não tem bebido (bebi só um chope de vinho por que ir pra Oktober e não tomar um chope é desaforo), pude observar tudo de uma maneira melhor. Percebi que as mulheres são muito fáceis, e o que é fácil não tem graça. Fora que eu ouvi relatos de uma moça que alega ter beijado 50 rapazes lá. Dá até nojo disso. Fazer algum tipo de loucura sempre é uma coisa muito marcante na vida, mas respeito e vergonha parecem passar longe da maioria das pessoas que frequentam a Oktoberfest

A multidão de pessoas torna a Oktoberfest um lugar onde você entra numa fila, e para sair você entra em outra. É um empurra-empurra muito grande, e só os fortes conseguem ir atravessando. É muito complicado se mexer lá. Nem na avalanche do estádio Olímpico tem um “encoxamento” similar. Mulheres com bolsas corriam risco de ser assaltadas, e nem teriam como reagir no meio de tudo aquilo. Brigas também aconteceram, inclusive entre homem e mulher, o que mostra o quanto covarde pode ser um homem bêbado. As pessoas deitadas pelos cantos do salão antes do amanhecer do dia mostram a dimensão do estrago. Sem condições. Eu não vejo vantagem em abusar do organismo dessa maneira. Infelizmente, é difícil curtir, aproveitar e se divertir sem estar enchendo os canecos, literalmente.

O pior da Oktoberfest 2011

Multidão na parte externa da Oktoberfest (Foto: Reprodução)

Um ponto positivo é que eu vi muitas crianças, mostrando que havia muitas famílias no local, fazendo uma festa agradável. A forma de patrocínio também é muito interessante, contando com painéis elétricos próximos ao palco, exibindo a marca dos patrocinadores. Além dos tradicionais banners, acessórios e outras formas de divulgar a empresa em um evento de tão grande porte. Anunciar na Oktoberfest traz muita visibilidade, uma pena que são poucas pessoas sóbrias que prestam atenção nisso. Outro destaque é para a música, com bandas muito animadas, e som de qualidade. O clima é contagiante, a dança alemã é muito rica culturalmente, e a tradição da festa deve ser mantida. Mas o excesso de pessoas, principalmente as que não tem nada de sangue alemão, não entendem nada, que vão lá por outros motivos, acabam tirando o brilho de uma festa tão tradicional.

Foi muito bom conhecer essa festa. Uma experiência única, porém nem tão agradável. Provavelmente eu nunca mais volto para uma Oktoberfest.

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